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UMA PRIMEIRA VITÓRIA E ELEVADAS EXPETATIVAS

Vitoriosos no México, Kris Meeke e Paul Nagle abriram o contador de vitórias do Citroën C3 WRC. Alcançado na terra, a superfície mais comum no Campeonato do Mundo de Ralis, este resultado confirma o potencial do carro desenvolvido pela formação de Yves Matton. A temporada está, assim, a todo o vapor para a Citroën Total Abu Dhabi WRT, formação que que irá inscrever três viaturas na próxima prova, a Volta à Corsega.

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FILME DA PROVA: SUSPENSE ATÉ À LINHA DE CHEGADA

Irá ficar escrito algures que esta edição do Rali do México foi diferente de qualquer outra. Em primeiro lugar porque os organizadores conseguiram o quase impensável, realizar uma Super Especial no coração da Cidade do México, na famosa praça Zócalo. Apesar da chuva, esta experiência permitiu ao público da megalópole descobrir o WRC.

Em segundo lugar porque o regresso a León – cidade onde estava instalado o Parque de Assistência, a 400 km da capital – veio a revelar-se caótico. Devido a um acidente rodoviário não relacionado com aprova, o convoy que transportava os carros de competição permaneceu bloqueado durante horas, atraso que causou o cancelamento das duas Especiais da manhã de sexta-feira.

O rali propriamente dito começaria com a Especial mais longa, o troço de El Chocolate e os seus 55 km. Tirando partido da sua escolha de pneus e da sua ordem de partida mais favorável, Kris Meeke assinou o melhor tempo e assumiu a liderança à geral. Sendo, depois, o mais rápido numa das SuperEspeciais, o britânico terminou o segundo dia na liderança da prova, com 20,9 segundos de vantagem sobre Sébastien Ogier.

Aos comandos do segundo Citroën C3 WRC, Stéphane Lefebvre teve, também ele, um bom arranque. Ocupando o 6º posto da geral, respeitava à risca as linhas definidas pela equipa para aquela que era a sua primeira participação no Rali do México com um WRC. No entanto, o jovem francês seria forçado a abandonar no terceiro dia, após ter feito um pequeno erro na ES10, prendendo o C3 nº 8 numa vala à beira da estrada, de onde não conseguiu sair. Sem danos de maior, o carro regressaria à corrida no dia seguinte, em Rally2.

Enquanto isso, Kris Meeke continuava a sua demonstração de força, fazendo um melhor tempo ex æquo em El Brinco (ES11) e garantindo o melhor conjunto de tempos na ronda da manhã. Na segunda passagem pelos mesmos troços fez o melhor tempo em Lajas de Oro (ES13), aumentando, assim, o seu avanço sobre Sébastien Ogier para 30,9 segundos.

O domingo reservava apenas duas Especiais para que se alcançasse a primeira vitória do Citroën C3 WRC. No troço de El Calera, os pilotos da Citroën Total Abu Dhabi WRT alcançaram um bom resultado, com Meeke como o mais rápido e Lefebvre a fazer o 3º melhor tempo.

Na Power Stage de Derramadero, Kris Meeke parecia dirigir-se à vitória quando... saiu de estrada a algumas curvas do final da prova. Escorregando após aterrar de um salto, acabou por entrar por um parque de estacionamento de espectadores, para logo depois conseguir encontrar a saída e cruzar a linha de chegada como vencedor, com uma vantagem de apenas 13,8 segundos.

Após uma montanha russa de emoções de rara intensidade, a equipa Citroën Racing pôde extravasar a sua alegria e festejar com a dupla Meeke/Nagle no quente pódio de León.

A CONCRETIZAÇÃO DO POTENCIAL DO CITROËN C3 WRC

Uma vez liberto da tensão acumulada, Yves Matton conseguiu fazer o balanço do último fim de semana. "Esta primeira vitória na terra permite demonstrar que o Citroën C3 WRC é uma boa base de trabalho, que a equipa tem feito um bom trabalho e que podemos continuar serenamente com o seu desenvolvimento," comenta o Diretor da Citroën Racing. "Podendo escolher, é óbvio que gostaríamos de ter ganho em Monte Carlo, prova que tem um significado especial para a Citroën. Mas não se confunda emoção com pragmatismo. Do ponto de vista do Campeonato do Mundo, este resultado obtido na terra – piso que representa dois terços da temporada – e num terreno particularmente difícil, é algo de muito encorajador para o futuro.”

Entre a altitude – subiu-se a mais de 2700 metros no troço de El Chocolate – e as fortes temperaturas da tarde de sexta-feira, as mecânicas foram postas à prova na América. Entre os motivos de satisfação do fim de semana, a fiabilidade perfeita do Citroën C3 WRC encima essa lista. “Trabalhámos muito no sistema de arrefecimento durante o desenvolvimento do carro”, lembra Laurent Fregosi, Diretor Técnico da Citroën Racing. “A curto e médio prazo, a ausência de problemas permitirá que nos concentremos plenamente na procura pela performance.”

E OS PILOTOS?

"Aproveitando-se da sua ordem de partida na sexta-feira, o Kris Meeke foi capaz de chegar à liderança do rali adoptando um ritmo suficientemente comedido para não correr todos os riscos. O objetivo era estar bem posicionado para os dias seguintes," explica Yves Matton. "A partir de sábado, quando conduzia numa posição equivalente à dos seus adversários mais diretos, ele mostrou-se sempre competitivo e apto a gerir a prova. Considerando que o seu conhecimento se limitava a apenas duas participações no passado, há ainda que sublinhar que ele fez todo o rali com duas rodas sobressalentes a bordo. Fizemos esta escolha por uma questão de segurança e estamos satisfeitos com o nível de performance, apesar do peso extra.”

"No que se refere ao Stéphane Lefebvre, ele esteve bem, no ritmo que tínhamos definido. Não lhe pedimos para procurar um resultado mas para tirar o máximo proveito em termos de experiência", refere Yves Matton. "Ele trabalhou muito antes de se ver impedido de prosseguir na manhã de sábado. Esteve realmente azarado, já que ficou preso na beira da estrada com um carro intacto! No domingo de manhã demonstrou a sua progressão, fruto da sua ordem de saída para a estrada entre os líderes. Na ES18, fez uma especial muito boa, obtendo o 3º melhor tempo. Ele demonstrou que pode ser competitivo neste tipo de piso, apesar do seu ainda limitado conhecimento deste terreno.»

Após esta primeira prova em pisos de terra, o Citroën Total Abu Dhabi WRT irá focar-se, agora, no próximo encontro. Será a Volta à Córsega, prova a disputar de 6 a 9 de abril, onde serão inscritos três Citroën C3 WRC para Kris Meeke/Paul Nagle, Craig Breen/Scott Martin e Stéphane Lefebvre/Gabin Moreau. Até lá, a equipa irá realizar uma sessão de testes em asfalto, ultimando os preparativos da prova da “Ilha de Beleza”.

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NÚMEROS E ESTATÍSTICAS

5: número de vitórias em troços, alcançadas por Kris Meeke, o melhor piloto do fim-de-semana
7: número de pilotos que alcançaram pelo menos uma vitória em troços no México
2,7: posição média de Kris Meeke no final das Especiais (não inclui SuperEspeciais)
1863,93 km: a distância percorrida pelos C3 WRC em competição desde o início da temporada.

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