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CITROEN RACING - 06 POR - KAQassimi

SÓLIDO COMO O CRAIG BREEN

Alinhando pela primeira vez quatro C3 WRC, a equipa Citroën Total Abu Dhabi WRT levou todo o seu efetivo a até à linha de chegada do Rally de Portugal. Tal como sucedeu nas suas anteriores aparições da presente temporada, Craig Breen e Scott Martin foram os melhores representantes da equipa, alcançando um 5º lugar.

FILME DA PROVA

Na quinta-feira os concorrentes começaram o rali no palco da Super Especial do Circuito de Lousada. Após uma noite no Parque Fechado, a caravana rumou a norte para disputar a primeira verdadeira especial em terra, desenhada perto da fronteira espanhola.

Uma batalha que começou de imediato e sem rodeios, sendo de meros décimos de segundo a diferença entre meia dúzia de pilotos. Entre eles, Kris Meeke e Craig Breen asseguravam a sua quota-parte do espectáculo, tendo o dois pilotos da Citroën assinado o melhor tempo na ES4, a par com Tanak, pelo que após a ronda matinal, Meeke era 2º, a apenas 5 décimos do líder, e Breen estava na 4ª posição, a 1,4 segundos do 1º lugar.

CITROEN RACING - 06 POR - KMeeke

Em contrapartida, Stéphane Lefebvre já não estava no pelotão da frente, pois devido a um mau entendimento de uma nota, o francês capotou na ES3. Embora mantendo-se na prova, ficou a sete minutos dos homens da frente.

A intensidade da luta não acalmou na tarde de sexta-feira, mas a segunda passagem em Ponte de Lima (ES7) revelou-se capital para vários concorrentes, entre eles Kris Meeke, que se viu forçado a parar depois de uma quebra de uma suspensão contra um bloco de cimento. Nesta mesma especial, Craig Breen viu-se a braços com amortecedor partido na sequência de um impacto com uma pedra. Perdeu apenas 10 segundos, mas não pôde aproveitar a estratégia de pneus definida para esta especial muito exigente. No final do primeiro dia, Breen ocupava o 5º lugar a 12,9 segundos do líder.

Também no sábado outros incidentes de corrida definiram as posições. Ao contrário da véspera, em que as especiais eram novas para todos os concorrentes, Craig Breen pagava a sua inexperiência nas estradas a norte de Portugal. Durante a manhã até conseguiu ganhar um lugar, mas a diferença para com o primeiro aumentou para 46,2 segundos. Já a última especial do dia, Amarante 2 (ES15), reservava um destino cruel para o piloto do C3 WRC n° 8, pois devido a um erro de seleção de pneus na assistência, perdia cerca de meio minuto com borrachas inadequadas, regressando ao 5º lugar.

CITROEN RACING - 06 POR - CBreen

O domingo reservava apenas quatro especiais muito curtas, incluindo duas passagens pela zona mítica de Fafe, - para se atingir o final deste rali. Uma vez mais, Craig Breen adoptou um ritmo adequado à sua falta de conhecimento do terreno e, com uma perfeita gestão do seu esforço, atingiu o final dos 349,17 km de especiais cronometradas no 5º lugar, um resultado idêntico ao obtido no Monte Carlo, na Suécia e na Volta à Córsega.

Já Stéphane Lefebvre terminava a prova na 13ª posição, depois de nas duas últimas etapas ter tido que adaptar as suas configurações e sua condução às condições associadas à sua ordem de partida para a estrada. Por outro lado, Kris Meeke desfrutava de uma posição na estrada ideal devido à sua passagem para Rally2. Obtendo tempos no top 10, o britânico encontrou gradualmente a confiança perdida, até assinando o segundo melhor tempo na penúltima especial, terminando logo atrás de Khalid Al Qassimi, piloto que fez aqui a sua estreia com o Citroën C3 WRC. Ao longo das três etapas, o piloto de Abu Dhabi trabalhor para adquirir novos automatismos e adaptar os set-ups, para assim garantir uma viatura tão fácil de conduzir quanto possível.

CITROEN RACING - 06 POR - SLefebvre

OBJECTIVOS AINDA A ATINGIR

“Abordámos este rali com objetivos algo conservadores, pedindo às nossas equipas para colocarem dois carros no top 5. Olhando para a classificação deste rali há que reconhecer que não o conseguimos", refere Yves Matton, Diretor da Citroën Racing. "Apesar disso, há reais motivos reais de satisfação. Em primeiro lugar, devemos olhar para a prestação do Craig Breen. No primeiro dia, quando as especiais eram novas para todos, ele conseguiu assinar alguns tempos entre os primeiros. Depois ele soube gerir a sua corrida para terminar no 5º lugar, sem ter feito grandes erros. Parece, ainda, que o trabalho realizado durante as duas últimas sessões de testes está a dar dividendos. Pode ver-se, claramente, o resultado dos nossos esforços, confirmando que estamos na direção certa,” acrescentou. "A variedade de terrenos deste fim de semana permitiu-nos confirmar as áreas prioritárias de trabalho, sendo que os dados recolhidos serão primordiais para o desenvolvimento das próximas sessões de testes. Também digno de nota é a fiabilidade dos nossos carros, pois tivemos os quatro C3 WRC no final de um rali muito exigente, sem que tenhamos encontrado problemas significativos.”

O Campeonato do Mundo de Ralis 2017 atingirá o meio da temporada no próximo Rali de Italia/Sardenha, que se disputa de 8 a 11 de junho. Não há nenhuma sessão de testes agendada até lá, mas os engenheiros da Citroën Racing estão confiantes no potencial do C3 WRC neste terreno. “As performances e a satisfação dos pilotos durante a primeira fase do campeonato serão dois indicadores que nos permitirão chegar à Sardenha com otimismo,” conclui Yves Matton.

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