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-01 C3 WRC Polonia_SLefebvre

CITROËN RACING DE NOVO NA LUTA

Apresentando-se à partida do Rali da Polónia com um C3 WRC dotado de algumas evoluções, a Citroën Racing esperava iniciar uma nova fase na sua temporada de 2017. À chegada, o balanço é inegavelmente positivo, tendo-se apresentado consistentemente nos lugares da frente e levando os seus três carros até ao final da prova.

UM RALI DEFINIDO PELA METEOROLOGIA

Após os reconhecimentos, feitos sob um sol brilhante, a chuva fez-se convidada do norte da Polónia desde cedo na manhã de quinta-feira, intensificando-se depois, no dia seguinte, no preciso momento em que os carros arrancavam para a primeira Especial da prova.

Posicionados na segunda metade da lista em que se definia a ordem de partida das formações oficiais, os pilotos dos C3 WRC viram-se condenados a evoluir na lama gerada pelos primeiros pilotros na estrada. Foi uma manhã particularmente difícil para Craig Breen, vítima de um problema de transmissão que transformou o seu carro numa versão de três rodas motrizes. Perdendo cerca de 7 minutos, o piloto irlandês viu, assim, ruir as suas esperanças de um bom resultado no Rali da Polónia. Também Andreas Mikkelsen perdia mais de um minuto devido a uma quebra de uma suspensão, após um impacto com uma árvore.

Em luta pelo 8º lugar, Stéphane Lefebvre fez uma 1ª Etapa isenta de erros, regressando ao Parque Fechado na 9ª posição, integrado num grupo coeso. A secção da tarde de sexta-feira permitiu que Mikkelsen se destacasse, nomeadamente depois de ter alterado o set-up do seu C3 WRC na Assistência a meio do dia, com o piloto norueguês a assinar as suas primeiras incursões nos melhores tempos do top-5.

O sol regressou no dia de sábado, dando início ao dia mais longo do rali polaco. Com a ordem de partida invertida face ao ranking final do dia anterior, Breen e Mikkelsen eram os primeiros na estrada, seguidos pouco depois por Lefebvre, o quinto a arrancar para os troços.

Dos três pilotos Citroën, o francês viria a ser o melhor do dia. Evoluindo a menos de 0,2 segundos por quilómetro face aos pilotos que discutiam a vitória, Lefebvre viria a subir na classificação, ficando a apenas 15 segundos do 6º lugar. A um ritmo semelhante, Mikkelsen também progredia e entrava no top 10. Já Breen esboçava um sorriso, apesar de sua posição a abrir as especiais, recuperando gradualmente a confiança, já com o Rali da Finlândia em vista.

Para domingo restavam apenas quatro especiais para definir as posições finais. Com a chuva de volta, os pilotos viram-se, novamente, a braços com condições extremamente escorregadias. Apesar das armadilhas do percurso, Stéphane Lefebvre e Gabin Moreau completaram um fim de semana muito bom, alcançando o 5º lugar após a disputa da Power Stage, igualando, assim, o seu melhor resultado no WRC, alcançado em Monte-Carlo em 2016.

Tendo perdido o 10º lugar com uma saída em frente na SS21, Andreas Mikkelsen e Anders Jaeger atacaram até ao fim do Rali da Polónia e, assinando o 3º melhor tempo da Power Stage, subiam ao 9º lugar, ficando a menos de 5 segundos da 8ª posição. Voltando a ser os primeiros na estrada neste último dia, Craig Breen e Scott Martin terminaram a prova na 11ª posição.

PERGUNTAS A YVES MATTON, DIRETOR DA CITROËN RACING

-05 C3 WRC Polonia_YMatton

Como avalia os resultados da Citroën Total Abu Dhabi WRT à chegada do Rali da Polónia?

"Assim que vimos a previsão do estado do tempo para o primeiro dia do rali sabíamos que os nossos pilotos não estariam aptos a lutar pelos primeiros lugares, por dois motivos: o fato de que todos nossos testes, com os novos desenvolvimentos, terem sido feitos sob tempo seco; e também pela nossa ordem de partida, particularmente desfavorável, com a chuva presente. Depois, a prova do Craig viu-se comprometida devido a um problema mecânico, mas, apesar destas adversidades, ninguém baixou os braços. Assim que as condições se tornaram mais homogéneas, os nossos pilotos voltaram à luta, explorando o trabalho feito anteriormente. O Andreas, o Stéphane e o Craig alcançaram, entre eles, 15 tempos dentro do top 5, num dos ralis mais intensos da história do WRC. Mas não há milagres no automobilismo, pelo que o trabalho que realizámos vai demorar a dar frutos, especialmente porque as outras equipas também estão a evoluir. Os últimos décimos de segundo são sempre os mais difíceis de alcançar.”

Desta vez foi o Stéphane Lefebvre a alcançar o melhor resultado da equipa...

“Quando eu disse ao Stéphane que ele não iria à Sardenha pedi-lhe para trabalhar ainda mais na preparação da Polónia. Ele havia feito uma bela prova em 2016 e sabíamos que tinha potencial para conseguir um bom resultado. Este fim de semana, ele demonstrou o que tem aprendido na sua ainda jovem carreira de piloto profissional. Foi inteligente, atacando quando se sentiu confiante, resguardando-se um pouco mais quando as condições estavam mais complicadas. Pela primeira vez nesta temporada, o sucesso esteve do seu lado, num resultado que lhe permitirá evoluir em termos de confiança.”

E, no entanto, não irão contar com ele nos dois próximos ralis?

"Na Finlândia iremos ter o Kris Meeke, o Craig Breen e o Khalid Al Qassimi. Na Alemanha os três C3 WRC serão confiados ao Meeke, ao Andreas Mikkelsen e ao Breen. Prevemos voltar a contar com o Stéphane em Espanha. Como acontece com cada mecânico ou engenheiro, os pilotos devem ser capazes de se colocar ao serviço da equipa, porque a nossa prioridade é obter os melhores resultados para a Citroën. O Stéphane entende isso muito bem e irá estar activo neste período, participando em diferentes sessões de testes.”

Foi uma boa decisão não contar com o Kris Meeke na Polónia?

"Isto não é inédito na história do WRC, sendo várias as equipas que fizeram ajustes nas suas estruturas no passado. Eu sinceramente acredito que o Kris precisava de uma pausa. O objetivo é simples: que ele regresse e o faça melhor do que nunca, para que possamos vencer em conjunto. Hoje ninguém pode dizer com certeza absoluta que foi uma boa ou uma má opção, mas não nos podíamos sentar e não fazer nada. Tivemos de agir para colocar um ponto final nesta série de resultados e assumo essa decisão.”

O Kris não pode ser exclusivamente responsável por esta fase menos boa já que o comportamento do carro também parece poder ser posto em questão...

"Nunca o dissemos. No entanto, é de recordar que, no final de cada sessão de testes os pilotos mostravam-se muito satisfeitos com o comportamento do carro, para depois, nos ralis, não encontrarem essas mesmas sensações em condições de prova. Tal significa que determinadas direções tomadas durante o desenvolvimento do C3 WRC não foram adaptadas em conformidade. Voltando atrás o possível, pedi à equipa técnica para trabalhar em alterações, dando ao carro maior versatilidade. Fizemos várias alterações ao nível das suspensões desde o Rali da Suécia e evoluimos-se ao nível da transmissão na Polónia, estando previstas outras soluções ao longo dos próximos meses. Tudo isso leva tempo. Contando com um efetivo de pilotos mais amplo, estamos confiantes nas nossas capacidades de sermos mais rápidos na aplicação dessas boas orientações.”

Também se reorganizou a equipa, com a entrada de um novo Diretor Técnico...

"Na verdade, o Laurent Fregosi - que estava nesta posição há um ano, após ter sido responsável pelos chassis do C4, DS 3 WRC e C-Elysee WTCC - queria desempenhar um papel focado na técnica pura. Chamámos o Christophe Besse, um engenheiro que está bem familiarizado com a casa, pois fez parte da aventura do Xsara WRC no início da década de 2000. Esta mudança faz parte das bases edificadas para o passado fim de semana.”

O objectivo para a temporada de 2017 era ganhar ralis. É ainda válido?

“A prioridade é agora preparar 2018. Algumas evoluções requerem vários meses de desenvolvimento e não poderão ser introduzidas antes do início da próxima temporada. Mas isso não significa que não ganhemos mais um ou outro rali em 2017. Na Volta à Córsega demonstrámos o nível de performance do C3 WRC no asfalto. No entanto, pedi aos engenheiros para se focarem no desenvolvimento do carro, mais do que só nas configurações para cada prova.”

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