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CITROËN C3 WRC À CONQUISTA DA AMÉRICA

Fugindo ao inverno, o Campeonato do Mundo FIA de Ralis atravessa o Atlântico para se instalar de armas e bagagens no México. Naquela que será é a terceira prova da presente temporada, os novos World Rally Cars vão pela primeira vez competir em pisos de terra. No Citroën Total Abu Dhabi WRT, os Citroën C3 WRC vão estar entregues às duplas Kris Meeke/Paul Nagle e Stéphane Lefebvre/Gabin Moreau.
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RALI DO MÉXICO: MUITA TERRA, POUCO AR

Integrando o calendário do Campeonato do Mundo desde 2004, o Rali do México é agora uma das provas mais conhecidas e apreciadas da temporada. Os habitantes da região de Léon passaram rapidamente de meros curiosos a grandes fãs do WRC, pelo que as equipas são agora recebidas como heróis! Este ano, a emoção vai ser maior do que nunca, pois este é o primeiro evento do WRC disputado em terra.
Contudo, a característica mais importante da prova mexicana tem pouco a ver com o piso. Com um percurso que (e)leva pilotos e máquinas a andar por locais entre os 1800 e o s2700 metros acima do nível do mar, a altitude é o fator que traz mais preocupações aos engenheiros. O ar rarefeirto que por aí se respira, origina uma falta de oxigénio que tem efeitos adversos, tanto na potência dos motores como na refrigeração dos diversos componentes.
No que se refere a esta edição de 2017 do Rali do México, a prova conta com a introdução de diversas novidades. Por exemplo, o shakedown foi antecipado para quarta-feira à tarde, em antecipação a um evento especial. O rali começa ao final do dia de quinta-feira com a realização de uma Super Especial na Plaza de la Constituición, mais conhecida como Praça Zócalo, bem no coração da Cidade do México. Aliás, Super Especiais é coisa que não vai faltar ao longo resto do percurso, dado que o rali vai também fazer as delícias do público nas ruas de Guanajuato e de León. Contudo, o futuro vencedor da prova deverá emergir entre aqueles que obtiverem uma melhor performance nas especiais de montanha, aqui destacando-se El Chocolate, Las Minas, El Brinco e Derramadero, qud decerto serão decisivas para o desfecho do rali.  

OS DESAFIOS: ELEVAR A FASQUIA

Depois de duas rondas de inverno disputadas em condições muito específicas, o WRC está de volta a um tipo de piso que lhe é mais familiar. Embora a grande altitude reduza, significativamente, o rendimento dos carros, as suas especiais em pisos de terra irão permitir que se estabeleça rapidamente uma hierarquia entre carros e equipas.
Mais uma vez, são dois os Citroën C3 WRC inscritos no México e tal, como em Monte-Carlo, com Kris Meeke e Stéphane Lefebvre na defesa das cores da equipa. Na prova seguinte, a Volta à Corsa, foi inscrito um terceiro carro para Craig Breen, para depois se rumar à Argentina, prova em que o Citroën Total Abu Dhabi WRT voltará a ter apenas dois carros, conduzidos por Meeke e Breen. A partir daí e ao longo da restante temporada serão sempre três os C3 WRC à partida de cada prova.
Portanto, no México, um dos desafios consiste em assegurar que ambos os carros alcancem um bom resultado. Em preparação para esta ronda, a equipa realizou uma sessão de testes em Espanha, onde as prioridades para Meeke e Lefebvre foram a afinação da suspensão e do diferencial central, em complemento ao trabalho de desenvolvimento efetuado em 2016.

O RALI DO MÉXICO 2017 EM NÚMEROS

20 Especiais, totalizando 370,46 km cronometrados
8 Super Especiais, totalizando 14,76 km
383 km entre o parque de assistência em León e a Praça Zócalo na Cidade do México
2773 metros acima do nível do mar; a altitude alcançada na especial de El Chocolate
6 contentores de equipamento são enviados por via marítima para as provas do WRC disputadas além-mar

FLASHBACK: O RALI DO MÉXICO 2005

Ficou com um dos episódios mais lendários do WRC: após ter partido um amortecedor na ES2, Sébastien Loeb fez as especiais seguintes apenas em três rodas. No troço de ligação por estrada para León, Daniel Elena viu-se mesmo obrigado a pendurar-se de fora da janela do lado do condutor de forma a manter o carro equilibrado! Como era de esperar, as suas artimanhas não foram muito bem vistas pela polícia local, não gostando dos estragos deixados no alcatrão. Após uma acalorada conversa à beira da estrada, o Citroën Xsara WRC acabou a caminho do parque de assistência sob escolta policial!

O QUE ELES DISSERAM…

YVES MATTON, DIRETOR DA CITROËN RACING: "A equipa continua a trabalhar com determinação. Durante a sessão de testes que realizámos a semana passada, questionámos certos parâmetros das afinações e isso ajudou-nos a identificar as áreas em que podemos melhorar. No México, aspiramos alcançar um bom nível de performance. Dada a sua posição na partida para a 1ª etapa, o Kris vai tentar andar entre os líderes, na esperança de dar um empurrão neste seu início de temporada. Já o Stéphane vai precisar de lutar por um lugar pontuável para o Campeonato de Construtores. Estamos muito entusiasmados por voltarmos a este evento, que tem uma atmosfera muito especial. A Super Especial da Cidade do México será uma enorme oportunidade para promover o WRC. Levar o rali para o centro de uma cidade com vinte milhões de habitantes é algo fantástico, tanto para o campeonato como para os construtores.”

LAURENT FREGOSI, DIRETOR TÉCNICO: "Para esta prova, a primeira em terra desta temporada, pensamos e esperamos obter uma melhor performance. Os nossos resultados nas duas primeiras rondas do campeonato não foram melhores basicamente por falta de preparação da nossa parte para as condições reais de competição. No México, a situação será diferente porque o C3 WRC tem andado principalmente em terra. Dito isto, aprendemos as lições da Suécia e corrigimos um certo numéro de problemas. No final dos testes da semana passada, os nossos pilotos estavam satisfeitos com o carro. Agora falta transformar isso em resultados… Dada a elevada altitude, calculamos que a potência do motor será muito semelhante à dos anteriores WRC em provas disputadas ao nível do mar. Esta redução na performance traduz-se por menos desgaste nos pneus, mas a falta de oxigénio afeta também os sistemas de refrigeração, especialmente os travões... Dificilmente teremos um fim de semana tranquilo!

KRIS MEEKE: "O México é um dos ralis que menos conheço, mas é uma prova de que gosto. Penso que fizemos progressos nos testes, pelo que estou ansioso por tirar isso a limpo, em condições reais de competição. Apesar da perda de potência, será na mesma um prazer conduzir os nossos carros, pois vamos estar mais ou menos ao mesmo nível dos WRC do ano passado. Apenas temos de ser cautelosos na dose de agressividade ao volante, para evitar perdas de tempo. Por outro lado, estou contente por ir à Cidade do México para a Super Especial. A julgar pelo ambiente no Grande Prémio de Fórmula 1, vai ser um acontecimento muito especial num local muito simbólico. Pelo sim, pelo não, vou levar o meu smoking em honra do 007!

Nº de participações na prova: 2
Melhor resultado: 16º lugar (2015)

STÉPHANE LEFEBVRE: "À parte da lama no Rali de Gales GB, não conduzo em terra desde o Rali da Polónia, em Julho do ano passado. Os testes ajudaram-me a entrar gradualmente no rtimo das coisas, conseguindo definir uma afinação que me dá confiança no carro à medida que evoluíamos os diferentes set-ups. É a coisa mais importante para aprender e melhorar, pois temos a mente mais tranquila. Estou feliz por voltar ao México, gostei muito da minha participação em 2015. Para lá dos sombreros e dos catos, é mais o calor humano e a simpatia das pessoas, o ambiente nas ruas de Guanajuato e as magníficas paisagens que fazem a viagem valer a pena!

Nº de participações na prova: 1 (2005)

QUESTÃO À TOTAL: QUE DESAFIOS SE COLOCAM PARA O RALI DO MÉXICO?

Ao contrário do que se poderia pensar, a altitude a que se disputa o rali não influencia propriamente a lubrificação do motor e da transmissão. Contudo, as elevadas temperaturas que nesta altura do ano se fazem sentir na região de León geram maiores constrangimentos nos sistemas de refrigeração dos carros. Comparando com o Monte-Carlo ou a Suécia, a ar estará 30° mais quente e muito mais seco. Nos carros da nova geração, que têm um restritor do turbo maior, o lubrificante tem, assim, de ser capaz de dissipar mais calor. Mesmo assim, os C3 WRC utilizam os mesmos produtos usados nas duas primeiras provas, dado que a Citroën Racing optou pela fiabilidade logo desde o início da temporada.

VISITE ABU DHABI: A GRANDE MESQUITA SHEIKH ZAYED

Inaugurada em 2007, após doze anos de construção, a Grande Mesquita Sheikh Zayed é um dos locais emblemáticos de Abu Dahbi, podendo acolher até 40.000 fiéis. Fruto da colaboração dos melhores engenheiros e artesãos, a mesquita destaca-se pelas suas 80 cúpulas em mármore branco, lustres revestidos a ouro de 24 quilates e o maior tapete tecido à mão do mundo. Igualmente impressionantes são as piscinas construídas à volta da mesquita, sendo iluminadas à noite de forma a reflectir as fases da lua.

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QUARTA-FEIRA, 8 MARÇO

16h00: Shakedown (Llano Grande)
22h00: Partida (León)

QUINTA-FEIRA, 9 MARÇO

18h05: ES1x - CDMX Street Stage, Presented by Michelin 1 (1,57 km)
ES1x - CDMX Street Stage, Presented by Michelin 2 (1,57 km)

SEXTA-FEIRA, 10 MARÇO

10h00: Assistência A (León – 15’)
11h28: ES2 – El Chocolate 1 (54,90 km)
12h36: ES3 – Las Minas 1 (19,68 km)
14h41: Assistência B (León – 30’)
16h14: ES4 – El Chocolate 2 (54,90 km)
17h22: ES5 – Las Minas 1 (19,68 km)
18h12: Zona para montagem de faróis adicionais (Guanajuato – 10’)
18h34: ES6 – Super Especial Guanajuato (1,09 km)
19h49: ES7 – Autódromo de León 1 (2,30 km)
19h54: ES8 – Autódromo de León 2 (2,30 km)
21h04: Flexi Service C (León – 45’)

SÁBADO, 11 MARÇO

07h30: Assistência D (León – 15’)
08h33: ES9 – Media Luna 1 (27,42 km)
10h01: ES10 – Lajas de Oro 1 (38,31 km)
11h08: ES11 – El Brinco 1 (10,09 km)
12h58 Assistência E (León – 30’)
14h16: ES12 – Media Luna 2 (27,42 km)
15h49: ES13 – Lajas de Oro 2 (38,31 km)
16h37: ES14 – El Brinco 2 (10,09 km
17h47: ES15 – Autódromo de León 3 (2,30 km)
17h52: ES16 – Autódromo de León 4 (2,30 km)
18h57: Flexi Service F (León – 45’)
20h50: ES17 – Super Especial Feria de León (1,33 km)
21h00: Parque fechado

DOMINGO, 12 MARÇO

09h40: Assistência G (León – 45’)
10h43: ES18 – La Calera 1 (32,96 km)
12h18: ES19 (Power Stage) – Derramadero (21,94 km)
13h53: Assistência H (León – 10’)
14h30: Pódio

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